#02. Um quintal para a pequena África

15/09/2017

I REP I 1002 . A1
autor: Grupo Quintal

DESCRIÇÃO:
ESCOLA DO SAMBA - RIO DE JANEIRO

AUTOR:
Grupo Quintal: Everton Penariol, Gustavo Pereira, Igor Cabral e Matheus Fukugawati

DATA:
2016

SITUAÇÃO:
CONCURSO DE IDEIAS PARA ESTUDANTES DE ARQUITETURA E URBANISMO DO PORTAL PROJETAR.ORG

ÁREA DE ATUAÇÃO:
ARQUITETURA

PALAVRA DO AUTOR

 Um quintal para a Pequena África

Um samba sempre floresce de um quintal...
É o lugar na morada que a natureza se faz presente
Que os pés descalços se arrastam ao calor da terra quente
É ali que uma raiz se alimenta e cresce livre
O quintal é um colo de mãe
Nosso quintal é de Ciata, nossa mãe
O quintal que virou praça e que hoje passa á ensinar
Nosso quintal tem raízes fortes,
É nó na madeira, tem cheiro de lar
Entrelaço-me pela "Jaqueira que não vai tombar"
Piso nas "folhas secas caídas de uma Mangueira!"
E é debaixo da Tamarineira que me repouso tranquilo sob a luz do luar
O meu quintal se ilumina sob a sombra que teima em nos cercar
Nos guia como um farol, seu cenário é beleza
Transforma a escuridão em sol
Será meu quintal o Brasil em forma de aquarela?
Onde as ondas coloridas nos levam a caminho do nosso porto seguro?
Antes do apagar da vela
Posso ouvir o som do cair dos muros

     Com este breve poema, o Grupo Quintal apresenta sua proposta para um centro
cultural voltado para o ensino e apresentação histórica, musical e cultural do samba. O
terreno está localizado na região conhecida como Pequena África, na cidade do Rio de
Janeiro, próxima á Praça Mauá e do recente Museu do Amanhã, do arquiteto espanhol
Santiago Calatrava. Com três frentes para as Ruas Sacadura Cabral, Argemiro Bulcão e
Coelho e Castro, o local pode ser facilmente acessado utilizando a infraestrutura de
transporte público.
     O projeto se desenvolve com a criação de um grande vazio, uma praça que se
direciona á um anfiteatro aberto às rodas de samba. A praça possui cinco árvores de
três espécies sagradas no mundo do samba, a tamarineira do Cacique de Ramos, a
Jaqueira da Portela e a Mangueira e suas folhas secas da Estação Primeira. No térreo
fica um restaurante muito próximo ao anfiteatro, afinal a relação entre o ritmo e a
gastronomia também é secular. O edifício é sustentado por uma estrutura de concreto
armado em lajes grelhas. O volume fica situado junto ao prédio pré-existente e divide-
se em dois blocos onde o menor abriga salas de estudo e o maior abriga aulas práticas
de música. Os dois blocos se unem através de rampas em meio nível, e um vazio do
primeiro pavimento permite a visão do anfiteatro no térreo. O revestimento de
madeira é solução técnica para a acústica e estética em referência direta as raízes do
samba. Assim, a música se espalha por todo o ambiente, que é envolto por uma 

pele metálica que permite a passagem da luz e transforma o volume em uma lanterna               ao cair da noite.


Material gráfico

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